Tomando refúgio no Buddha, Dhamma e Sangha

Th.93 Tomando Refúgio

A seguinte passagem é a fórmula para a ‘tomada de refúgio’, uma ideia encontrada em *L.40, 57, 58 e *Th.110. Recitada em pāli, após uma afirmação de louvor ao Buddha, é necessário tomar cada um como ‘refúgio’: o Buddha, o Dhamma (ensinamentos, caminho e o resultado a que isso leva) e a Sangha – a comunidade espiritual, com a comunidade monástica como seu coração. A noção de um ‘refúgio’, aqui, não é a de um lugar para se esconder, mas de algo que quando pensamos a respeito é capaz de purificar, elevar e fortalecer o coração. A orientação para estes três guias de uma maneira melhor de se viver é experimentada como um alegre refúgio de calma, uma firme ‘ilha em meio a uma inundação’, em contraste com os problemas da vida. Os ‘refúgios’ lembram ao buddhista da calma, da sabedoria, das pessoas espiritualizadas e dos estados da mente e, assim, ajudam a gerar tais estados. O valor do Buddha, Dhamma e Sangha é denotado pelo fato de que eles também são conhecidos como as ‘Três Joias’: tesouros espirituais de valor supremo. A tríplice repetição da fórmula de refúgio separa a recitação em relação aos usos comuns da linguagem e garante que a mente se estabeleça sobre o significado de cada afirmação pelo menos uma vez. Os buddhistas laicos geralmente recitam a fórmula de refúgio e em seguida os cinco preceitos éticos (*Th.110) consistindo isso da expressão de fé e compromisso com os ensinamentos do Buddha.

Reverência ao Bem-Aventurado, arahant, Buddha perfeitamente desperto.

Ao Buddha eu vou como refúgio.
Ao Dhamma eu vou como refúgio.
À Sangha eu vou como refúgio.

Pela segunda vez ao Buddha eu vou como refúgio.
Pela segunda vez ao Dhamma eu vou como refúgio.
Pela segunda vez à Sangha eu vou como refúgio.

Pela terceira vez ao Buddha eu vou como refúgio.
Pela terceira vez ao Dhamma eu vou como refúgio.
Pela terceira vez à Sangha eu vou como refúgio.

Saraṇā-gamanaṃ: Khuddaka-pāṭha 1, trad. P.H.